Brilho nos olhos

Brilho nos olhos

“Uma das formas de despertar o brilho nos olhos de uma criança é a partir do sentimento, da palavra e da imaginação. E como fazer isso? Lendo, lendo uma história.”

 

Olá, pessoal!

 

Para dar início à nossa conversa de hoje, faço a vocês uma pergunta:
Como podemos despertar o brilho nos olhos de uma criança?

Quem tem uma criança por perto, sabe o quanto ela é capaz de nos fazer bem e que por isso, como consequência, temos uma vontade natural de deixá-las felizes também. Não é mesmo?

Ao contrário do que possamos pensar, o verdadeiro brilho nos olhos de uma criança não surge quando lhes damos um brinquedo caro ou quando satisfazemos todos os seus caprichos, uma vez que tais atitudes são passageiras. O brinquedo, com o passar do tempo, perde a graça e o capricho atendido, logo é esquecido.

O verdadeiro brilho nos olhos aparece quando lhes damos afeto, carinho e atenção. Crianças realmente ficam felizes por meio de nossas simples ações, isto é, com o nosso jeito de brincar, com a nossa disposição para ouvi-las, com as nossas palavras acalentadoras, enfim, com a nossa forma de ser um adulto que compreende e respeita o mundo infantil.

Então uma das formas de despertar o brilho nos olhos de uma criança é a partir do sentimento, da palavra e da imaginação. E como fazer isso? Lendo, lendo uma história para ela.

 

O poder das histórias

As histórias possuem um “poder” extraordinário de mostrar a cada um de nós o comportamento humano, a sensibilidade dos animais, a beleza da natureza. Elas nos mostram a vida de uma outra forma, por meio da fantasia, do sonho e da imaginação. É a partir das narrativas que as crianças, desde muito pequeninhas, têm a possibilidade de pensar no mundo e de compreender as pessoas: suas alegrias, suas angústias, seus sofrimentos e seus desejos, sentimentos que fazem parte da trajetória humana.

Acredito que o brilho nos olhos pode ser despertado, vivido, ao contar uma história. Para ilustrar esta fala, vou lhes dar um exemplo a partir do clássico literário “O Soldadinho de Chumbo” de Hans Christian Andersen. seu personagem principal é um soldadinho sem uma perna e que precisa lutar contra muitas dificuldades ao longo da aventura.

 

Contar histórias é despertar sentimentos

O personagem entra em contato com muitos sentimentos que com certeza, ao contarmos a história para uma criança, ela também sentirá de alguma forma. Experimentará momentos de alegria quando o soldadinho chegar no quarto de brinquedos de seu dono e conhecer a linda bailarina. Sentirá receio quando ele for parar no meio de uma enxurrada e for levado para dentro de um bueiro enorme. Sentirá coragem quando o soldadinho tiver que enfrentar uma ratazana no esgoto, ou quando for parar no rio dentro da barriga de um peixe. Perceberá que, embora o personagem tenha apenas uma perna, nada o impediu de lutar pela sobrevivência, uma vez que não considerava a falta dela um peso ou empecilho em sua vida. Compreenderá que na vida enfrentamos desafios, e que quando não desistimos, conquistamos nossos sonhos.

Ao contarmos uma história com carinho e entusiasmo para nossos filhos, nossas sobrinhas, nossos netos, nossas alunas, despertaremos neles e nelas o brilho nos olhos. E não importa se a história faz parte dos contos de fadas como: O Soldadinho de Chumbo, Cinderela, Bela Adormecida ou O gato de Botas, pois existem também histórias belíssimas e contemporâneas, nacionais e estrangeiras capazes de trazer à tona a curiosidade, o aprendizado, a magia e a fantasia.

Há também as lendas brasileiras que grande parte de nossas crianças ainda não conhecem e que muitos de nós as guardamos na memória. Explorar essas histórias que são nossas, que fazem parte do nosso folclore também é muito interessante. Principalmente porque, muitas vezes, poderemos contar a elas naturalmente, da forma que nos recordarmos e que ouvimos de nossas mães, de nossos professores, de nossos avós.

 

Contar histórias é despertar lembranças

E quem não se recorda de lendas como a da Sereia Iara, da Vitória-régia, do Saci- Pererê, do João de Barro, da Gralha Azul, do Boto Rosas e de muitas outras?
Recordar e contar essas e outras histórias com carinho, dedicação e com uma vontade que sai do coração, despertará, com certeza, o brilho nos olhos não somente em nossas crianças, mas também em nós.

Afinal, sempre que nos propusermos a trazer alegria e conhecimento, basta puxar a memória ou abrir um livro. Dar asas à imaginação e ao contador de histórias que mora em cada um de nós!
E aí, quer ter e despertar o brilho nos olhos? Vamos lá, conte uma história!

Um grande abraço e até a próxima!
Janayna.

 

 

 

 

 

 

 

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